a noite avança
e sobre ela o branco das nuvens que adormecem no morro
silêncio
um pássaro se arrisca a cortar o tempo
desce o morro, raspa o brejo, escala o vento
grita
recebe em suas penas os primeiros raios do dia
um mês e meio. tempo suficiente para ficar satisfeito já com as piadas contadas, dia-a-dia, nesta cidade que, com tanta arrogância, cospe nas imperfeições que suas co-irmãs cometem.
nesta noite, chegou a internet que havia contratado desde o primeiro dia e que, após esperar duas semanas, sem notícias, tive que procurar para saber que não me atenderia, 'por excesso de clientes no endereço'.
despachei, não sem antes fazer desfilar o riso amarelo de cada dia.