os olhos de k. escorriam pelo corpo de ana como se fosse uma gota se arrastando pela janela do trem no início da arrancada para uma longa viagem. era a despedida.
k. não queria ficar, mas ana poderia ter sido perfeita.
não acenaram, como nem deram as mãos durante o caminho até o adeus. as mãos estavam pálidas, secas, frias.
logo deixaram de existir. um moço o embrulhou em sua caixa e ana continuou encostada à vitrine.